Blogue pessoal de Paulo Borges. Um espaço em prol do despertar da consciência e de um novo paradigma cultural, ético-político e civilizacional, centrado no bem comum de todos os seres, humanos e não-humanos, e da Terra.
“Sou feito da inteira evolução da Terra; sou um microcosmo do macrocosmo. Nada há no universo que não esteja em mim. O inteiro universo está encapsulado em mim, como uma árvore numa semente. Nada há ali fora no universo que não esteja aqui, em mim. Terra, ar, fogo, água, tempo, espaço, luz, história, evolução e consciência – tudo está em mim. No primeiro instante do Big Bang eu estava lá, por isso trago em mim a inteira evolução da Terra. Também trago em mim os biliões de anos de evolução por vir. Sou o passado e o futuro. A nossa identidade não pode ser definida tão estreitamente como ao afirmar que sou inglês, indiano, cristão, muçulmano, hindu, budista, médico ou advogado. Estas identidades rajásicas são secundárias, de conveniência. A nossa identidade verdadeira ou sáttvica é cósmica, universal. Quando me torno consciente desta identidade primordial, sáttvica, posso ver então o meu verdadeiro lugar no universo e cada uma das minhas acções torna-se uma acção sáttvica, uma acção espiritual”
“Um ser humano é parte do todo por nós chamado “universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço. Nós experimentamo-nos, aos nossos pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto – uma espécie de ilusão de óptica da nossa consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e ao afecto por algumas pessoas que nos são mais próximas. A nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos desta prisão ampliando o nosso círculo de compreensão e de compaixão de modo a que abranja todas as criaturas vivas e o todo da Natureza na sua beleza”
- Einstein
“Na verdade, não estou seguro de que existo. Sou todos os escritores que li, todas as pessoas que encontrei, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei”
- Jorge Luis Borges
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Colóquio Internacional "Agostinho da Silva: Pensador Universal do Tempo Presente" - 16-17 Fevereiro - FLUL
Comemoraram-se, a 13 de Fevereiro de 2016, 110 anos do nascimento de Agostinho da Silva e a sua memória e a fecundidade do seu pensamento e obra não cessam de se tornar mais vivas. É já um lugar comum reconhecer que Agostinho da Silva anteviu há cerca de meio século temas, questões e desafios cruciais da crise do mundo contemporâneo, para os quais apontou soluções e caminhos que, com toda a sua problematicidade, não deixam de ser hoje muito pertinentes.
Agostinho foi um pensador original de todas as experiências fundamentais do ser humano, desde a espiritualidade e a religião até à política. Além disso, foi um tradutor criativo, poeta e escritor de elevado nível, um educador activo na criação de múltiplos centros de estudos e universidades.
A sua obra de vida, escrita e pensamento transmite-nos uma poderosa visão alternativa aos rumos ainda dominantes, mas cada vez mais críticos, do paradigma globalizado de consciência e de civilização. Agostinho é o visionário de um outro mundo possível à escala planetária, radicado numa espiritualidade emancipadora da consciência, no diálogo compreensivo e fraterno entre religiões e culturas, aberto a crentes e descrentes, na transcensão de velhos modelos e antinomias pedagógicas, políticas, económicas e sociais e numa abertura amorosa do humano a todos os seres vivos e à Terra.
Agostinho pensa também o papel mediador que na criação desse mundo podemos ter, cada um de nós e as culturas portuguesa, lusófona e ibero-americanas, em diálogo e cooperação fraternos com todos os povos e culturas.
É assim o momento de repensar Agostinho crítica e criativamente, quer o seu pensamento propriamente dito, quer as vias que a partir dele, das suas fontes e das suas questões se abrem para uma melhor compreensão do tempo presente que ajude a superar a crise que hoje somos. É este o objectivo deste Colóquio Internacional, que reúne especialistas dos estudos agostinianos e uma nova geração de jovens investigadores, numa abordagem multidisciplinar que abra caminhos novos para uma melhor compreensão da complexidade e fecundidade do pensamento e obra agostinianos.
Programa do Colóquio Internacional
AGOSTINHO DA SILVA: PENSADOR UNIVERSAL DO TEMPO PRESENTE
16 e 17 de fevereiro de 2016, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Anfiteatro III, Entrada Livre
Iº DIA – 16 DE FEVEREIRO
09h30 – Abertura do Colóquio, por Paulo Borges e Miguel Real
09h45 – Sessão 1 (Espiritualidade e Religião I) Moderação: Fabrizio Boscaglia
09h45 – Luís Santos, O pensamento ecuménico de Agostinho da Silva
10h05 – Manuele Masini, A Idade do Espírito: uma leitura de Agostinho da Silva à luz de Gioacchino da Fiore
10h25 – Annabela Rita, “No espelho d’água da vida” (evocação)
10h45 Debate
11h15 – Intervalo
11h30 – Sessão 2 (Do Passado ao Futuro) Moderação: Paulo Borges
11h30 – Adelina Andrês, A Humanidade de Agostinho, um Presente que Passado e Futuro oferecem para desfrutar
11h50 – Carlos Carranca, Agostinho – um ponto de vista
12h10 – José Eduardo Reis, Agostinho da Silva e a tomada de consciência do alimento: convergências com posições doutrinais de Amílcar de Sousa, presidente da Sociedade Vegetariana do Porto do primeiro quartel do século XX, e com a dimensão ética dos “food studies”
12h30 – João Rodil, Cumprir Agostinho
12h50 – Debate
13h20 – Almoço livre
14h45 – Sessão 3 (Educação e Criatividade) Moderação: Giancarlo de Aguiar
14h45 – Amândio Silva, Agostinho e a Universidade
15h05 – Maurícia Teles, Liberdade, Amor e Criatividade, em Agostinho da Silva
15h25 – Risoleta P. Pedro, O fingimento poético em Agostinho da Silva – máscara, ficção e verosimilhança
15h45 – Maria Eduarda FariaRosa, Análise da novela “Macaco-Prego”
16h05 – Debate
16h35 – Intervalo
16h50 – Sessão 4 (Espiritualidade e Religião II) Moderação: Dirk-Michael Hennrich
16h50 – Fabrizio Boscaglia, Agostinho da Silva e o Islão
17h10 – Pedro Martins, Agostinho da Silva, o marrano do Divino
17h30 – Paulo Borges, Espírito Santo, Zen e o novo paradigma da consciência em Agostinho da Silva
17h50 – Debate
18h20 – Intervalo
18h35 – José Adelino Maltez, Agostinho. Da aldeia à república universal (Moderação: Paulo Borges)
19h05 – Encerramento do Iº dia
IIº DIA – 17 DE FEVEREIRO
9h30 – Sessão 5 (Filosofia e Pensamento I) Moderação: Dirk-Michael Hennrich
9h30 – Carlos Silva [lido por Paulo Borges], Efeméride do pensar (e não Agostinho da Silva efémero) – Uma cisma cartesiana
9h50 – Sofia A. Carvalho, O terrível mistério de Diotima: considerações sobre ascese e imaginação em Agostinho da Silva e Friedrich Hölderlin
10h10 – Maria Celeste Natário e Maria Luísa Malato, Conversa com Diotima: Do Estrangeiro em Agostinho ao Estrangeiro em Albert Camus
10h30 – Rui Lopo e Felipe Delfim Santos, Agostinho da Silva e Delfim Santos: uma correspondência cultural e filosófica
10h50 – Debate
11h20 – Intervalo
11h35 – Sessão 6 (Espiritualidade e Religião III) Moderação: Giancarlo de Aguiar
11h35 – Pedro Teixeira da Mota, Agostinho da Silva e a Tradição Espiritual Portuguesa
11h55 – José Manuel Anacleto, Agostinho da Silva e a liberdade radical
12h15 – Manuel Gandra, A Terceira Revelação
12h35 – Debate
13h05 – Almoço livre
14h30 – Sessão 7 (Lusofonia e Brasil) Moderação: Fabrizio Boscaglia
14h30 – Giancarlo de Aguiar, A Cultura Indígena do Brasil nos ensaios de Agostinho da Silva
14h50 – Dirk-Michael Hennrich, Reflexão à margem da ‘Teoria do Brasil’ : Um meio século depois
15h10 – Renato Epifânio, Em diálogo com Agostinho da Silva: repensar a Lusofonia no século XXI
15h30 – Debate
16h00 – Intervalo
16h15 – Sessão 8 (Filosofia e Pensamento II) Moderação: Paulo Borges
16h15 – Pedro Vistas, “Antes teor que teorema”: do amor pela sabedoria à Sabedoria do Amor
16h35 – Miguel Real, Agostinho da Silva e o Providencialismo Português do Século XX
16h55 – António Braz Teixeira, Para uma visão de conjunto do pensamento filosófico de Agostinho da Silva
17h15 – Debate
17h45 – Intervalo
18h00 – Miguel Real, Apresentação do livro Agostinho da Silva. Uma Antologia (org. Paulo Borges), 2ª edição (Moderação: Fabrizio Boscaglia)
18h20 – Conferência de Encerramento: Eduardo Lourenço, Filosofia e Profetismo (Moderação: Paulo Borges)
Comissão Científica
Paulo Borges
Miguel Real
Comissão Organizadora
Paulo Borges
Fabrizio Boscaglia
Dirk Henrich
Entrada Livre
Anfiteatro III
Metro: Cidade Universitária
Organização: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
Apoios: Associação Agostinho da Silva / Círculo do Entre-Ser
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Curso de Introdução ao Pensamento de Agostinho da Silva
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inscrições: http://goo.gl/forms/nIw4YXNXK0
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5ªs feiras, 19 e 26 de Fevereiro, 5, 12, 19 e 26 de Março, das 19 às 20.30.
Ainda na comemoração dos 20 anos da partida de Agostinho da Silva, a associação filosófica e ética Círculo do Entre-Ser, que o conta como um dos inspiradores da sua visão de um novo paradigma cultural e civilizacional, oferece este curso de introdução às várias vertentes do seu pensamento.
1 – Não sou do ortodoxo nem do heterodoxo; cada um deles só exprime metade da vida, sou do paradoxo que a contém no total” – O homem, a vida e a obra.
2 – “Existe um Deus que é o conjunto de tudo quanto apercebemos no Universo. Tudo o que existe contém Deus, Deus contém tudo o que existe”: Metafísica, teologia e cosmologia.
3 – “Vai sendo o que sejas até seres o que és, que é Deus sendo; e, cuidado, não te percas enquanto vais sendo”; “Nascemos estrelas de ímpar brilho”; “Só há homem quando se faz o impossível” - Antropologia, ética e educação.
4 – “A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo” - Sociedade, política e economia.
5 – “O Tudo para Todos, nós o poderíamos organizar melhor que ninguém”; “são sinónimos, nos vários dialectos, sociedade sem classes, reino de Deus, acracia ou anarquia, e até o Quinto Império, do Vieira a Pessoa” - A Idade de Ouro, a história e a sua superação. O culto popular do Espírito Santo e a vocação universalista de Portugal e da comunidade lusófona. Camões, Vieira, Fernando Pessoa e o Quinto Império sem imperador, reino da fraternidade cósmica.
6 – “Crente é pouco sê-te Deus / e para o nada que é tudo / inventa caminhos teus”; “Mas os tempos virão, os tempos de ser Deus” - Uma espiritualidade visionária, holística, ecuménica e trans-religiosa.
O Curso é organizado pelo Círculo do Entre-Ser nas instalações do Centro Lusitano de Unificação Cultural, na R. Pascoal de Melo, 4 - 1º, em Lisboa, e será orientado por Paulo Borges.
Paulo Borges é professor de Filosofia na Universidade de Lisboa, presidente do Círculo do Entre-Ser, ex-presidente (de 2004 a 2013) e membro da Direcção da Associação Agostinho da Silva. É autor e organizador de cerca de 40 livros de ensaio filosófico, ficção, poesia e teatro. Conviveu com Agostinho da Silva nos últimos doze anos da sua vida, foi presidente da Comissão das comemorações oficiais do Centenário do seu nascimento em 2006 e é autor ou organizador das seguintes obras sobre o seu pensamento:
Agostinho da Silva. Dispersos (apresentação e organização), Lisboa, ICALP, 1988; 1989 (2ª edição).
Obras de Agostinho da Silva (organização e introduções), 12 volumes, Lisboa, Âncora Editora / Círculo de Leitores, 1999-2003.
Agenda 2006. Agostinho da Silva (introdução geral, selecção de textos, introduções específicas e coordenação editorial), Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2006.
Agostinho da Silva. Uma Antologia (organização e introdução), Lisboa, Âncora Editora, 2006.
Tempos de ser Deus. A espiritualidade ecuménica de Agostinho da Silva, Lisboa, Âncora Editora, 2006.
Línguas de Fogo. Paixão, Morte e Iluminação de Agostinho da Silva, Lisboa, Ésquilo, 2006 (ficção).
Folia. Mistério de Pentecostes em três actos, Lisboa, Ésquilo, 2007 (drama).
Contribuição: 45 euros. Limite de 30 inscrições.
Inscrições:
Pode inscrever-se preenchendo o seguinte formulário: http://goo.gl/forms/nIw4YXNXK0 ou mandando um mail para pensamentoAS@circuloentreser.org.
A sua inscrição só será efectivada após recebimento do valor de 25€ referente à jóia de inscrição. Poderá fazer a transferência para o NIB 0010 0000 48372440001 68 e enviar o comprovativo para o endereço de email pensamentoAS@circuloentreser.org, indicando o NIF para emissão de recibo.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Estarei hoje na última sessão dos Diálogos do Ciclo Conversas Vadias "com" Agostinho da Silva
Amigos, é já esta noite que encerrarei este ciclo, na véspera do aniversário do nascimento de Agostinho da Silva. Sejam bem-vindos e tragam mais amigos. A adesão está a ser enorme e o evento passou para um espaço maior. Até logo.
13º Diálogo do Ciclo Conversas Vadias "com" Agostinho da Silva.
Este diálogo é o último deste ciclo, e contará com a presença de Paulo Borges (professor de Filosofia na Universidade de Lisboa, presidente do Círculo do Entre-Ser, ex-presidente (de 2004 a 2013) e membro da Direcção da Associação Agostinho da Silva. Conviveu com Agostinho da Silva nos últimos doze anos da sua vida)
Saibam mais sobre a Cozinha Popular da Mouraria em https://www.facebook.com/CozinhaPopularDaMouraria).
Mais informações em http://conversasvadias.eventbrite.pt/
20h00 - 21h00: Jantar (com opção vegetariana), para jantar inscrever previamente por email para diogo.cordeiro@joaosemmedo.org indicando o número de pessoas até segunda-feira 9 de Fevereiro.
21h00 - 21h15 - Chegar à Cozinha Popular da Mouraria
21h15 - 21h30 - Chegar ao Grupo Desportivo da Mouraria (antigo palácio dos Távora - a 2 min a pé da Cozinha Popular) (1)
21h-30 ~ 22h : Visualização de “Conversa Vadia” entre Agostinho da Silva e Joaquim Vieira ("jornalista")
22h00 ~ 23h30 - Diálogo e Perguntas e Respostas com Paulo Borges
(1) - Em jeito de celebração e graças à adesão que tivemos para este último diálogo (esperamos entre 40 a 50 pessoas), a par com a lotação limitada da Cozinha Popular no dia de hoje, tivemos a oportunidade, que acolhemos (graças à Adriana - da Cozinha Popular) de utilizar o espaço do Grupo Desportivo da Mouraria, na Travessa da Nazaré, 21, que fica a 2 minutos a pé da Cozinha Popular. Subindo a Calçada do Monte mesmo em frente à Cozinha, é a primeira à esquerda. Se seguirmos a Rua das Olarias (a da Cozinha) (com a Cozinha Popular do lado esquerdo), é à primeira rua à direita.
Ver no mapa no link em baixo onde fica:
https://goo.gl/maps/XgEHw
"São viver, ter amigos como o senhor, capazes de porem questões que é preciso discutir e poder falar de tudo e ver tudo louvando sobretudo e acima de tudo a liberdade que têm as pessoas de dizer o que lhes apetece onde lhes apetece sem provar nem uma coisa nem outra" ( Agostinho da Silva, na conversa com Joaquim Vieira, respondendo à pergunta "Quais são os seus projectos para o futuro?")
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Novas Conversas Vadias (sobre Agostinho da Silva)
Ainda no âmbito das comemorações dos 20 anos da partida de Agostinho da Silva, a Livraria e Galeria Fabula Urbis e o Círculo do Entre-Ser (associação filosófica e ética), com o apoio da Associação Agostinho da Silva, relançam as Conversas Vadias (título de um célebre programa de televisão com a presença de Agostinho da Silva e de vários interlocutores), num espírito de tertúlia, em torno de cinco temas:
7 de Fevereiro – Paulo Borges, “Agostinho da Silva, Fernando Pessoa e a Mensagem: a vocação universalista de Portugal e da comunidade lusófona” (com a apresentação do livro É a Hora! A mensagem da Mensagem de Fernando Pessoa)
14 de Fevereiro – Fernando Dacosta, “Agostinho da Silva e Lisboa”
21 de Fevereiro – Maurícia Teles, “A poesia de Agostinho da Silva”
7 de Março – José Manuel Anacleto, “Agostinho da Silva e a sabedoria universal”
14 de Março - Miguel Real, “Agostinho da Silva no pensamento português anterior e posterior”
Todas as sessões realizam-se aos Sábados, das 18.30 às 20.30, e a entrada é livre (cerca de 30 lugares disponíveis).
Local: Fabula Urbis, Rua de Augusto Rosa, 27 (junto à Sé de Lisboa)
Tel. 21 888 50 32
http://www.fabula-urbis.pt/
fabula-urbis@fabula-urbis.pt
Informações sobre o evento: info@circuloentreser.org / 918113021
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terça-feira, 30 de setembro de 2014
Preguiça de pensar todo o pensável
"O homem tem preguiça, em geral, de pensar todo o pensável e contenta-se com fragmentos de ideias, recusa-se a uma coerência absoluta. Não leva até ao fim o esforço de entender. E, exactamente porque não o faz, toma, em relação à sua capacidade de inteligência, uma absurda posição de orgulho. Compara o pouco que entendeu com o menos que outros entenderam, jamais com o muito que os mais raros puderam perceber."
- Agostinho da Silva, As Aproximações.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
"Tem a coragem de te não recusares ao milagre de ti próprio"
quarta-feira, 21 de maio de 2014
"Animal está no mundo para ser nosso companheiro, não nosso escravo e vítima" - Agostinho da Silva
Agostinho da Silva aponta uma das principais razões para votar PAN no dia 25:
"Animal está no mundo para ser nosso companheiro, não nosso escravo e vítima"
- "Proposição", 1974.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Eusébio
Que fique claro que reconheço e aprecio o enorme talento futebolístico de Eusébio. O que é todavia digno de ser reflectido, por ocasião desta onda emocional em torno da sua morte, é a tremenda necessidade que os portugueses, e com eles quase todos os povos, têm de mitos, símbolos e ídolos colectivos. Tal como é significativo, e dá que pensar, que quase sempre esses mitos, símbolos e ídolos colectivos sejam governantes, políticos, artistas e desportistas e muito mais dificilmente heróis éticos que consagraram a sua vida ao serviço desinteressado do bem comum. É muito mais fácil alguém tornar-se um mito em vida e após a morte se for um catalisador visível e espectacular de fortes emoções colectivas, ainda que no fundo não possa servir de exemplo de vida para ninguém, do que se for um obscuro cuidador e servidor da vida dos outros, sejam humanos ou animais. Todavia, como no fundo se sabe que essa mitificação é vã e desprovida de fundamento, procura-se justificá-la com razões mais veneráveis. É por isso que já se compara Eusébio a Nelson Mandela (e sabe-se lá a quem se comparará um dia Cristiano Ronaldo). É na verdade muito mais fácil fazer de um ser humano poderoso, famoso e popular um herói ético do que de um herói ético um homem popular, famoso e poderoso (pela recordação e cultivo do seu exemplo). É por isso que mais facilmente Afonso Henriques, Vasco da Gama, Salazar, Amália, Eusébio, Figo ou Cristiano Ronaldo são símbolos nacionais do que um Aristides de Sousa Mendes, que arriscou a sua posição e vida para salvar a dos outros, ou um pensador e educador como Agostinho da Silva que sempre viveu de acordo com ideais nobres, sendo o único professor a ser demitido do ensino oficial em 1935 por se recusar a cumprir a Lei Cabral, que obrigava os funcionários públicos a uma declaração de não pertencerem a nenhuma sociedade secreta (ele que não pertencia a nenhuma e passou a viver de explicações, tendo já mulher e filhos). Porque será que o povo e o poder instituído, numa estranha aliança, veneram os primeiros e tudo fazem para esquecer os segundos ou remetê-los para um modestíssimo lugar na memória colectiva? Seria demasiado perigoso e desestabilizador do sonambulismo mental e social dominante assumir como exemplos a seguir, não o poder, os grandes feitos históricos, a fama e a popularidade, mas a ética do despojamento do egoísmo e a missão de despertar consciências? Sim, seria demasiado perigoso: arriscávamo-nos a ser um país a sério e a ter um sentido para a vida, em vez de andarmos anestesiados com emoções fugazes da opressão em que vivemos e suportarmos tanta mediocridade reinante.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Liberdade política sem liberdade económica?
"A liberdade política é perfeitamente ilusória enquanto não se tem liberdade económica, pela coacção exercida por quem dispõe dos meios de produção, de transporte e de crédito"
- Agostinho da Silva.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
"...português, na sua plena forma brasileira"
"(…) Claro que sou cristão, e outras coisas, por exemplo budista, o que é, para tantos, ser ateísta; ou, outro exemplo, pagão. O que, tudo junto, dá português, na sua plena forma brasileira. (…)"
- Agostinho da Silva
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Uma economia que destrói tudo
"(…) É uma economia do trabalho, da produção, (…) que toma conta da terra, das plantas, dos animais, dos homens, de tudo"
- Agostinho da Silva, Vida Conversável.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Agostinho da Silva, Fernando Pessoa e a Mensagem em Setúbal
II Ciclo de tertúlias na Casa Bocage
Rua Edmond Bartissol 12, Setúbal
2 Novembro, 16h
"Agostinho da Silva e a Mensagem de Fernando Pessoa”, por Paulo Borges
Lançamento do livro: "É a Hora! A mensagem da Mensagem de Fernando Pessoa", de Paulo Borges
quinta-feira, 27 de junho de 2013
O que é o Amor?
Ocorre citar aqui Agostinho da Silva: “[…] Sobretudo no amor se deve
ter cuidado; gostar dos outros e lhes querer bem tem sido o motivo de muita
opressão e de muita morte dos espíritos. […] Não tens, essencialmente, de amar
nos outros senão a liberdade, a deles e a tua; têm, pelo amor, de deixar de ser
escravos, como temos nós, pelo amor, de deixar de ser donos do escravo”.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
"... ir o País de Camões entrar no supermercado da C.E.E, e ir ser consumista sem dinheiro, o que quero ver"

"E aqui pararia e pediria desculpa de me ter alongado até tão tarde, que já quase vem o dia onze, véspera, não se esqueça, de ir o País de Camões entrar no supermercado da C.E.E, e ir ser consumista sem dinheiro, o que quero ver.
Comigo, não há risco. Tenho bastante de Barca d'Alva e de Porto, de América Latina e de África, de Nagasaqui e de Macau e de Timor, para que me dê qualquer tentação de afogar-me nos pântanos de leite da sobredita Europa".
- Agostinho da Silva, Caderno de Lembranças, 2006 (escrito em 1986)
quarta-feira, 3 de abril de 2013
"Não sou do ortodoxo nem do heterodoxo; cada um deles só exprime metade da vida; sou do paradoxo que a contém no total"

"Não sou do ortodoxo nem do heterodoxo; cada um deles só exprime metade da vida; sou do paradoxo que a contém no total"
- Agostinho da Silva, Pensamento à Solta, in Textos e Ensaios Filosóficos II, p. 145.
Agostinho da Silva partiu em 3 de Abril de 1994.
domingo, 31 de março de 2013
Em homenagem a Agostinho da Silva, grande inspirador, que partiu no Domingo de Ressurreição, 3 de Abril de 1994, há 19 anos, para ficar eternamente presente.

Em homenagem a Agostinho da Silva, grande inspirador, que partiu no Domingo de Ressurreição, há 19 anos (3 de Abril de 1994), para ficar eternamente presente.
“O que é que eu penso da morte? Não penso nada, porque nunca morri, não tenho nada que me pronunciar sobre esse assunto. Deixa-me morrer, porque depois, se houver alguma coisa e eu puder dizer, eu comunico para você, sou seu amigo, porque é que não hei-de comunicar, não é?”
- Agostinho da Silva, Depoimento filmado.













