Blogue pessoal de Paulo Borges. Um espaço em prol do despertar da consciência e de um novo paradigma cultural, ético-político e civilizacional, centrado no bem comum de todos os seres, humanos e não-humanos, e da Terra.
“Sou feito da inteira evolução da Terra; sou um microcosmo do macrocosmo. Nada há no universo que não esteja em mim. O inteiro universo está encapsulado em mim, como uma árvore numa semente. Nada há ali fora no universo que não esteja aqui, em mim. Terra, ar, fogo, água, tempo, espaço, luz, história, evolução e consciência – tudo está em mim. No primeiro instante do Big Bang eu estava lá, por isso trago em mim a inteira evolução da Terra. Também trago em mim os biliões de anos de evolução por vir. Sou o passado e o futuro. A nossa identidade não pode ser definida tão estreitamente como ao afirmar que sou inglês, indiano, cristão, muçulmano, hindu, budista, médico ou advogado. Estas identidades rajásicas são secundárias, de conveniência. A nossa identidade verdadeira ou sáttvica é cósmica, universal. Quando me torno consciente desta identidade primordial, sáttvica, posso ver então o meu verdadeiro lugar no universo e cada uma das minhas acções torna-se uma acção sáttvica, uma acção espiritual”
“Um ser humano é parte do todo por nós chamado “universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço. Nós experimentamo-nos, aos nossos pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto – uma espécie de ilusão de óptica da nossa consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e ao afecto por algumas pessoas que nos são mais próximas. A nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos desta prisão ampliando o nosso círculo de compreensão e de compaixão de modo a que abranja todas as criaturas vivas e o todo da Natureza na sua beleza”
- Einstein
“Na verdade, não estou seguro de que existo. Sou todos os escritores que li, todas as pessoas que encontrei, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei”
- Jorge Luis Borges
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Só Despertar é revolucionário
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
A vida é um sonho da consciência, como a arte e a literatura
terça-feira, 15 de novembro de 2016
A iluminação é a nossa própria natureza
“(...) podemos chegar a ver que a iluminação não é apenas uma possibilidade distante, mas a nossa própria natureza. Não podemos existir sem ela mais do que o fogo pode existir sem calor. Mas podemos apenas despertar quando reconhecermos que a iluminação apenas acontece no momento presente. Contemplando o nosso precioso nascimento humano, reconhecemos que nunca teremos uma melhor oportunidade do que aquela que temos agora mesmo”
~ Mingyur Rinpoche, Turning Confusion into Clarity, 2014, p.92.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Que 2016 nos traga o Despertar!
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Desaprender e reaprender tudo. Deixar de viver mortos. Despertar
Como é ingénuo e ilusório pensar que isto se resolve com medidas externas, jurídicas, políticas ou económicas! Chega de paliativos e manobras de diversão. É de saber viver que necessitamos. Reaprender a felicidade de respirar, de dar um passo sobre a terra, de contemplar o céu, de beber um gole de água fresca, de acariciar um ser vivo, humano, planta ou animal. Reaprender o êxtase de amar toda a expressão da Vida. Desaprender e reaprender tudo. Deixar de viver mortos. Despertar. Aqui-Agora.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Desnecessários são os Estados, os governos e a política partidária
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Se víssemos a natureza profunda de todas as coisas apaixonar-nos-íamos loucamente por tudo e todos
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
A grande tarefa política é metapolítica: transcender e dispensar a política
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Somos normais?
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Dança Desperta
Vejo e sinto aquilo a que chamamos realidade, mundo ou universo (prefiro unimultiverso) como um espaço infinito, informe e multidimensional de indeterminação, consciência, energia e vida numa dança constante que assume várias formas - inseparáveis e em osmose e metamorfose constantes – às quais as culturas humanas chamam deuses, espíritos, demónios, humanos, animais, plantas, astros, rios, montanhas, pedras, objectos, etc. Esse espaço abrange tudo o que os humanos distinguem como animado e inanimado, visível e invisível, indivíduos, entes e coisas. Tomando essa distinção como real, as religiões, as filosofias e as ciências imaginam todo o tipo de ordens, estruturas e hierarquias, procurando arrumar e encerrar essa dança nos limites dos seus conceitos, palavras e imagens. Tomando essa distinção como real, os supostos indivíduos, imaginando-se separados uns dos outros e das coisas e do mundo que percepcionam, movem-se pelo medo e pelo desejo e aversão egocêntricos e praticam todo o tipo de actos mentais, verbais e físicos que geram uma imensa massa de sofrimento nos outros e em si, pois na verdade nunca estiveram desligados. Até que despertem e vejam que tudo é a dança do mesmo a tornar-se sempre outro. Até que despertem e vejam a Festa para além do drama e da tragicomédia. Até que despertem e dancem. E sejam Dança Desperta.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
"O papel dos períodos de declínio é pôr uma civilização a nu" - Emil Cioran
"O papel dos períodos de declínio é pôr uma civilização a nu, desmascará-la, despojá-la dos seus prestígios e da arrogância ligada às suas realizações. Ela poderá assim discernir o que valia e o que vale, o que havia de ilusório nos seus esforços e nas suas convulsões. Na medida em que se desapegar das ficções que asseguraram o seu renome, dará um passo considerável para o conhecimento..., para a desilusão, para o despertar generalizado, promoção fatal que a projectará fora da história, a menos que ela não esteja desperta por ter simplesmente cessado de aí estar presente e de aí sobressair"
- Emil Cioran, Écartèlement, 1979.
domingo, 9 de março de 2014
Que o Despertar tenha piedade de nós!
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Regressar à autenticidade, regressar ao coração, regressar ao que não tem nome
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Despertemos e veremos que não há solução, porque não há problema
Mas antes, durante e depois do despertar não esqueçamos quem dorme e os pesadelos por que passa: fome, sede, violência praticada e sofrida, pobreza e apego à riqueza, tortura física, emocional e mental. Sejamos despertos e solidários, sábios-compassivos, em relação a todos os seres. Acudamos a pôr fim a todo o sofrimento, por todas as vias possíveis, mas saibamos que o melhor que podemos oferecer a alguém é o estímulo-convite ao despertar da consciência para a plenitude que desde sempre e para sempre nos habita.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Não sentes nada de estranho, lá bem no fundo de ti mesmo?
domingo, 17 de novembro de 2013
O único tesouro é aquele do qual depende que algo se considere ou não como um tesouro
Sabes qual é? É o que te permite compreender isto. É o que és. Não tem forma, substância, cor ou volume. Também não tem nome, mas convencionalmente podemos chamar-lhe mente, cuja natureza profunda é ser consciente, feliz, amorosa e compassiva.
A natureza primordial da mente é o único tesouro. Mas, obscurecida pela ignorância, quase sempre dá valor a tudo menos a si mesma. Infinita como o espaço que a tudo contém, vê-se como um ponto isolado ao qual tudo falta. Então a mente mente e torna-se demente. E sofre como uma danada, escrava do apego e da aversão, do medo e da expectativa, do egocentrismo, da possessividade, do orgulho, do ciúme, da avidez, do ódio e do torpor. Enquanto não despertar e reconhecer a sua liberdade e plenitude inatas.
Despertemos pois. É o melhor contributo para o bem de tudo e de todos. Uma consciência desperta, feliz e solidária é o principal fundamento de uma sociedade e um mundo melhores.


