“Sou feito da inteira evolução da Terra; sou um microcosmo do macrocosmo. Nada há no universo que não esteja em mim. O inteiro universo está encapsulado em mim, como uma árvore numa semente. Nada há ali fora no universo que não esteja aqui, em mim. Terra, ar, fogo, água, tempo, espaço, luz, história, evolução e consciência – tudo está em mim. No primeiro instante do Big Bang eu estava lá, por isso trago em mim a inteira evolução da Terra. Também trago em mim os biliões de anos de evolução por vir. Sou o passado e o futuro. A nossa identidade não pode ser definida tão estreitamente como ao afirmar que sou inglês, indiano, cristão, muçulmano, hindu, budista, médico ou advogado. Estas identidades rajásicas são secundárias, de conveniência. A nossa identidade verdadeira ou sáttvica é cósmica, universal. Quando me torno consciente desta identidade primordial, sáttvica, posso ver então o meu verdadeiro lugar no universo e cada uma das minhas acções torna-se uma acção sáttvica, uma acção espiritual”

- Satish Kumar, Spiritual Compass, The Three Qualities of Life, Foxhole, Green Books, 2007, p.77.

“Um ser humano é parte do todo por nós chamado “universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço. Nós experimentamo-nos, aos nossos pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto – uma espécie de ilusão de óptica da nossa consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e ao afecto por algumas pessoas que nos são mais próximas. A nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos desta prisão ampliando o nosso círculo de compreensão e de compaixão de modo a que abranja todas as criaturas vivas e o todo da Natureza na sua beleza”

- Einstein

“Na verdade, não estou seguro de que existo. Sou todos os escritores que li, todas as pessoas que encontrei, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei”

- Jorge Luis Borges

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Política da consciência e mudança de paradigma, 1 de Novembro, 18.30

"Política da Consciência e Mudança de Paradigma"

Uma proposta para uma mudança radical da política convencional.

Palestras e debate com Paulo Borges e Daniela Velho (presidente e vice-presidente da Direcção Nacional do PAN)

O primeiro de um novo ciclo de PANdebates com novos temas a anunciar em breve.

Na sede nacional do PAN, Rua Anchieta, nº5, 4º esq., em Lisboa (ao Chiado)

Entrada livre e limitada a 40 pessoas

Os PANdebates terão uma periodicidade mensal. Reserve o seu lugar, através do geral@pan.com.pt ou 213426226.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Agostinho da Silva, Fernando Pessoa e a Mensagem em Setúbal

Em Torno de Agostinho da Silva

II Ciclo de tertúlias na Casa Bocage
Rua Edmond Bartissol 12, Setúbal
2 Novembro, 16h

"Agostinho da Silva e a Mensagem de Fernando Pessoa”, por Paulo Borges

Lançamento do livro: "É a Hora! A mensagem da Mensagem de Fernando Pessoa", de Paulo Borges

domingo, 27 de outubro de 2013

Paulo Borges: "Animais sentem a tristeza e a alegria"

Paulo Borges: "Animais sentem a tristeza e a alegria"

O que fica da ideia de "progresso" perspectivada à escala planetária?

Segundo um estudo do Professor Phillip Harter, da Stanford University, se considerássemos toda a população da Terra como um aldeia de apenas 100 pessoas, a sua composição seria a seguinte:

57 seriam asiáticos.
21 europeus
14 americanos (do Norte e do Sul)
8 africanos
30 brancos
70 não brancos
6 possuiriam 59% da riqueza do mundo (e seriam norte-americanos)
80 viveriam em condições infra-humanas
70 seriam analfabetos
50 sofreriam subnutrição 
1 teria educação universitária
1 possuiria computador

Comentários? O que fica da ideia de "progresso" se perspectivada à escala planetária?

sábado, 26 de outubro de 2013

O vegetarianismo e o verdadeiro heroísmo, o do amor

"Dobrámos o cabo das Tormentas, escravizámos o índio, e ameaçando a terra, o mar e o mundo, tudo calcámos victoriosos e em nossos triunfos nos glorificámos. Se porém me fosse dado escolher entre a sorte do vencedor e a do vencido, diria, com pena de incorrêr em acusação de traição ao amor da pátria, que a todas as nossas glórias, que são muitas, sem embargo, e brilhantes, eu preferiria que como na Índia do seculo XVIII, trez milhões de portuguezes tivessem a coragem, que o índio teve, de preferirem morrer de fome a matar os animais seus companheiros e seus servos e amigos.

Não sei de maior grandeza na história. Não sei de exemplo de mais sublimada moralidade duma raça, de mais grandiosa, perfeita e absoluta imolação ao amor, a este amor que é a essência da vida, a razão de ser da nossa existência, o padrão único por que se póde aferir a grandeza humana, «o comêço de todo o pensamento digno d'este nome» na feliz expressão de Carlyle.

Heroísmo por heroísmo, o d'esses vencidos que maltratámos, foi infinitamente superior às façanhas militares de que tanto nos orgulhamos"

- Jaime de Magalhães Lima, O Vegetarismo e a moralidade das raças, Porto, Sociedade Vegetariana, 1912.

Não esperes demasiado dos outros. Sê antes o melhor que deles esperas. 

"O cume da civilização não é possuir e acumular sempre mais, mas reduzir e limitar as suas necessidades" - Gandhi